Belo Desastre

Belo Desastre

O que poderia ser um romance água com açúcar gostosinho se torna rapidamente um filme tosco, que por vezes beira o cômico, ainda que de forma involuntária.
O que poderia ser um romance água com açúcar gostosinho se torna rapidamente um filme tosco, que por vezes beira o cômico, ainda que de forma involuntária.

Em “Belo Desastre”, longa lançado no Brasil em meados de abril, acompanhamos a história de Abby Abernathy, uma boa samaritana com passado tenebroso que foge de casa para realizar o sonho da graduação. Lá, ela conhece Travis Maddox, o bad boy local. Se a sinopse já começa com uma boa samaritana e um bad boy, bem… ela já pode acabar. Afinal, todo mundo já sabe o resultado. 

O que poderia ser um romance água com açúcar gostosinho se torna rapidamente um filme tosco, que por vezes beira o cômico, ainda que de forma involuntária.

O grande gancho para o final previsível do filme é um módulo igualmente previsível: uma aposta, como vimos, por exemplo, em “10 coisas que eu odeio em você”, “O melhor amigo da noiva” e “Como perder um homem em 10 dias”. Mas quem dera essa tática ficasse para trás: nesse caso, a aposta diz que, se ela ganhar, ele passa três meses sem sexo. Se ele ganhar, ela vai morar com ele. Segundo ponto marcado pelo clichê.

O que poderia ser um romance água com açúcar gostosinho se torna rapidamente um filme tosco, que por vezes beira o cômico, ainda que de forma involuntária. “Belo Desastre” exagera nas tentativas de empoderamento feminino enquanto usa o machismo como gancho de piadas sem graça. Muitos momentos, como os ataques misóginos que a protagonista sofre e agradece (?)  fazem o espectador se contorcer na cadeira tamanha a vergonha alheia.

O que poderia ser um romance água com açúcar gostosinho se torna rapidamente um filme tosco, que por vezes beira o cômico, ainda que de forma involuntária.

Após 1h45 de projeção, podemos dizer que o filme é, sem dúvidas, mais desastrado que belo – por ser um romance adaptado para as telonas da mesma produtora de “After”, não dava para esperar muito mais que um clichê sexual e sexualizado com excesso de machismo e falta de enredo. O plot twist é tão besta que bem… vou deixar para os espectadores tirarem suas próprias conclusões. E boa sorte para os produtores, que têm mais dois livros para adaptar.

Siga a gente por aqui, todas as semanas trazemos dicas de filmes, docs e séries, além de spoilers fresquinhos pra você espalhar por aí!
::
Instagram: @sqlvs.podcast
Twitter: @podcast_sqlvs
Email: contato@dimgrey-badger-501275.hostingersite.com

Gostou? Compartilhe:

Você também irá curtir:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

+ Blogcast

O Último Azul

Filme premiado com o Urso de Prata no Festival de Berlim e concorrente à indicação do Brasil ao Oscar subverte a velhice para escancarar como é tratada.

Leia Mais »

O Dublê

O roteiro pode ser pouco inovador, mas o filme conta com atuações inspiradas para divertir.

Leia Mais »