O Nascimento do Mal

O Nascimento do Mal

Melissa Barrera repete o bom desempenho de “Pânico”, mas não é o suficiente para cativar o público

Se você é fã do gênero terror, provavelmente ouviu falar de “O Nascimento do Mal”, filme que marca a estreia de Lori Evans Taylor como diretora. Estrelado por Melissa Barrera (Julie), protagonista do bom “Pânico VI”, ao lado de Guy Burnet (Daniel), Edie Inksetter (Delmy) e do garotinho Sebastian Billingsley-Rodriguez, o filme começa com a premissa interessante de abordar a maternidade, transtornos psicológicos e luto. Infelizmente, ao longo de seus 90 minutos de duração, ela não se sustenta.

Melissa Barrera repete o bom desempenho de “Pânico” e cumpre com o que lhe foi proposto, mas isso não é o suficiente para cativar o público.

Como diretora estreante, Lori Evans Taylor demonstrou que conhece bem a fórmula básica de um filme de terror: a trilha sonora crescente com o jumpscare no final é onipresente, e conta com uma série de cenas clichês de personagens fazendo o oposto do que o senso comum pede. E a repetição da fórmula clássica não seria um problema se ao menos os personagens fossem mais carismáticos, ou se a trama fosse um pouco mais envolvente. Melissa Barrera cumpre com o que lhe foi proposto e sua atuação se sobressai às outras, mas mesmo ela não consegue cativar o público a ponto de temermos por sua vida. 

Mesmo contando com apenas 90 minutos de duração, o filme se arrasta na mesmice e as discussões propostas caem todas em lugar comum. Ele tenta gerar um ar de mistério ao longo de algumas sequências, mas a verdade é que elas não enganam nem mesmo ao mais ingênuo dos públicos. “O Nascimento do Mal” rende alguns sustinhos, mas não vai além disso. É mais uma produção que tende ao esquecimento e não acrescenta nada de novo à indústria cinematográfica do terror.

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